E lá vem o chato do Natal..

Falando sério... Não quero ser do contra, mas essa história de Natal me enche o saco. Todo ano é a mesma coisa: uma corrida obsessiva para as lojas para gastar por obrigação um dinheiro que seria muito mais bem gasto com as férias. Uma série interminável de propagandas na televisão com abomináveis homens das neves, vestidos de vermelho, incitando ao consumismo desenfreado.

Mas não vou parar só no consumismo, não, porque afinal ele é comum a toda uma série de datas festivas - dias dos pais, das mães, das crianças, etc. - sejam elas ou não embaladas pelos sininhos hipócritas da cristandade. O pior do Natal é a persistente tentativa de torná-lo uma data de pseudo-congregação em torno de um pseudo-personagem que, mesmo que tenha existido, certamente não nasceu em 24 de dezembro.

Não vou entrar em detalhes técnicos sobre solstícios nem sobre como, em plena Idade Média, marcaram a data do nascimento de Jesus. Mas, sinceramente, toda essa coisa de jingle-bell e Noite Feliz acaba por transformar uma data que poderia ser apenas (como tantas outras) supérflua, em algo altamente depressivo. É triste ver aquela parentada que mal se suporta durante o ano inteiro, toda reunida e pensando apenas na bebedeira e na comilança. Ver como se exibe com a máxima ostentação os presentes caríssimos que deram ou receberam os mais íntimos, enquanto a lojinha de 1,99 deu conta do restante.

Espírito natalino? Bobagem!... O que existe mesmo é um tremendo espírito de competição em cada luzinha colocada nas janelas e fachadas. E o pior é que isso é tão difundido, é tão plantado, que se torna a mais proverbial das mentiras repetidas, não mil, mas 2008 vezes. Ao ponto de aqueles que, por algum motivo, se vêem afastados de suas famílias, não conseguirem deixar de sentir uma pontinha de tristeza, por mais céticos que sejam...


Postado em 10/12/2008 às 21:59      1 comentário

 

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