Seu nome...

Seu nome é espaço sagrado... Não é coisa para ser pronunciada em vão. Como para outros povos de outras crenças, que não simplesmente aquilo que se ama, para mim ele é tabú. Não se canta em canções vãs, nem se desperdiça nas pequenas coisas da vida.

Seu nome eu sussurro no momento do amor. Não preciso dele tatuado na pele ou espalhado aos quatro ventos, pois ele mora em mim. Ele existe tanto no instante do gozo quanto no momento da raiva. Seu nome existe em mim, é parte de mim, e qualquer pessoa que nos veja, verá, de alguma forma, seu nome no meu sorriso.

Seu nome não é você... E por isso mesmo não é tantas que o mesmo nome tenham. Afinal, você não é um nome que tantas outras possam ter. Você é você, e o que menos importa é o nome. Seu nome é "amor", o nome que eu te dei.

Seu nome é como os seus pais lhe chamaram. Outros nomes e outros pais há e sempre haverão. Não lhe conheço pelo seu nome. Na verdade, lhe conheço pelo que você é: um ser que, como eu, o único predicado que necessita ter como público é "nós dois".


Postado em 01/04/2009 às 23:57      18 comentários

 

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